domingo, 22 de novembro de 2015

Consórcio ganha força

FOLHA DE S.PAULO: Consórcio ganha força na compra da casa.

 

 ​Folha de São Paulo. 22/06/2015 09h06

 

Modalidade que prevê sorteio de carta de crédito cresce após mudanças em regras de financiamento pela CAIXA

Brasil, Habitação
As vendas de imóveis mais fracas são uma oportunidade para o consumidor que compra à vista garantir bons descontos, mas quem precisa de crédito tem encontrado vantagens no consórcio.

A modalidade, segundo especialistas, é indicada para compradores que não conseguem poupar e não têm pressa. Ao contrário do financiamento bancário, no qual o mutuário paga as parcelas ao banco já morando no imóvel, o consórcio só libera o recurso para a compra mediante sorteio da carta de crédito ou ao término do plano.

Para não precisar contar apenas com a sorte e acelerar o processo, o participante pode dar lances (como se antecipasse as parcelas). Ao receber a carta, então, ele ganha o poder de negociação de quem compra à vista.

 Mais recentemente, o consórcio ganhou apelo com a mudança das regras de concessão de crédito pela Caixa.

Desde abril, o banco público, que detém 70% desse mercado, privilegia o financiamento de imóveis novos em detrimento ao de usados. Nesse caso, o banco passou a exigir entrada de 50% do valor do bem para financiar o restante.

Com a necessidade de uma poupança maior, o consórcio passa a ser uma boa opção principalmente para quem quer um imóvel antigo.

Entre janeiro e abril, o consórcio imobiliário cresceu 19,7% ante o mesmo período do ano anterior, segundo a Abac (associação de administradoras de Consórcio), com 65,5 mil novos contratos.

Nesse mesmo período, o número de novos financiamentos de imóveis caiu 8% (para 154 mil imóveis), de acordo com a Abecip (Associação das Entidades de crédito imobiliário e Poupança).

Até o fim deste ano, o setor prevê que o consórcio ganhe mais espaço: alta de 8% a 12% no número de novos consorciados em relação a 2014.

 "A escolha depende do perfil do consumidor. Quando financiar o imóvel se torna mais difícil, ele passa a buscar alternativas", avalia Marco Aurélio Luz, presidente da Amspa (Associação de Mutuários de São Paulo).